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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O CORPO FALA?

 peça Garden Now - ator: David Corola
Sim, não só fala como revela traços de nossa personalidade.
Muitas vezes grita quando está doente, externando a enfermidade nos órgãos ao exemplo da febre que nos alerta de que algo não vai bem e que precisamos nos cuidar. Outras vezes ele diz como está nossa mente, nosso estado psíquico a exemplo da depressão expressa em um corpo cansado, apático ou ainda na timidez, revelando um corpo fechado, mãos inseguras, nosso estado de humor, nervosismo e ansiedade.
Ele fala, grita e se expressa a todo o momento e em todas as circunstâncias, um dos motivos é que a 1ª. Linguagem usada por nossos antepassados para expressar sentimentos, contar histórias, ensinar, intimidar inimigos, foi o corpo, foi o gesto.
Hoje, estamos a um pequeno passo de abandoná-lo, se já o não fizemos, pois assumimos, com o advento da tecnologia, a lei do menor esforço e conseqüentemente a lei do menor gasto energético.
Não é a toa que os meios de comunicação estimulam a todo tempo a prática de exercício físico, pois estamos cada vez mais sedentários, e assim, mais doentes. Controles remotos, computadores, celulares, nos economizam tempo, mas nos leva a desapropriação de uma linguagem ancestral que é a corporal, o contato e as sensações provocadas pelo encontro, nos colocando no advento da palavra e pior, da palavra muda, escutada apenas pelo barulho das teclas.
Muitas vezes mal compreendida e outras transformadas em símbolos, abreviações, nasce uma nova linguagem, a tecnológica.
Nada contra a tecnologia, porém devemos nos lembrar que por traz dela existe um corpo, ávido por movimento e assim por expressão, uma mente capaz de ir além dos teclados.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

POLIMORFISMOS DOS GENES DE RECEPTORES DE SEROTONINA ...

Segue abaixo resumo sobre pesquisa realizado sobre fibromialgia, uma patologia que apresenta, entre tantos outros sintomas, a dor. Apesar de inúmeras investigações, ainda são desconhecidas as causas.

Sabemos também que a atividade física tem trazido significantes efeitos sobre estes indesejáveis sintomas, como por exemplo a diminuição da sensação de dor.

Esperamos que o Pilates possa contribuir com pessoas que sofrem com esta patologia!


Introdução: A fibromialgia é uma síndrome reumática caracterizada por dor difusa e crônica associada a fadiga, insônia, ansiedade, depressão, perda de memória e tontura. Embora os mecanismos fisiológicos que controlam a fibromialgia não tenham sido estabelecidos, fatores neuroendócrinos, genéticos ou moleculares podem estar envolvidos.

Objetivo: O objetivo do presente estudo foi caracterizar os polimorfismos dos genes do receptor de serotonina (5-HT2A) e da catecolO-metiltransferase (COMT) em pacientes brasileiros com fibromialgia, a fim de avaliar sua participação na etiologia da doença.

Material e Métodos: O DNA genômico extraído de 102 amostras de sangue (51 pacientes, 51 controles) foi usado para a caracterização molecular dos polimorfismos dos genes 5-HT2A e COMT, por meio de PCR-RFLP.

Resultados: A análise molecular dos polimorfismos do gene 5-HT2A demonstrou frequências de 25,49% C/C, 49,02% T/C e 25,49% T/T, nos pacientes com fibromialgia, e 17,65% C/C, 62,74% T/C e 19,61% T/T, no grupo controle, não apresentando diferença significativa entre o grupo de pacientes e o grupo controle. Os polimorfismos do gene da COMT em pacientes com fibromialgia apresentaram uma frequência de 17,65% e 45,10% para os genótipos H/H e L/H, respectivamente. No grupo controle, as frequências foram de 29,42%, para H/H, e 60,78%, para L/H, sem diferença significativa entre ambos os grupos. Entretanto, houve diferença significativa na frequência do genótipo L/L em pacientes (37,25%) e controles (9,8%), o que permitiu a diferenciação entre os dois grupos.

Conclusão: A frequência do genótipo L/L foi maior nos pacientes com fibromialgia. Apesar de a fibromialgia envolver uma situação poligênica e fatores ambientais, o estudo molecular do SNP rs4680 do gene da COMT pode auxiliar a identificação de indivíduos suscetíveis.


Revista Brasileira de Reumatologia; [online]. 2010, vol.50, n.2, pp. 141-145

Caso deseje receber o trabalho na íntegra, por favor contacte nosso serviço de Informações Médicas pelo nosso site ou através do 0800 7030015.

As resenhas são baseadas em artigos de periódicos nacionais e internacionais que contenham informações médicas com aplicabilidade prática.

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