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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Doença do laptop denominada “laptoptite”, causa dores nos punhos, cotovelos e costas

O uso prolongado dos notebooks tem aumentado os casos de dores e lesões em ligamentos e articulações.
O formato do aparelho dificulta uma boa postura durante a digitação e pode causar problemas nos ombros, cotovelos, punhos e na coluna, além de dor de cabeça.

Preocupado com a popularização dos PCs portáteis entre estudantes norte-americanos, o especialista em reabilitação Kevin Carneiro, da Universidade da Carolina do Norte (EUA), cunhou o termo “laptoptite” em analogia a doenças como a tendinite para designar os problemas causados pelo aparelho.
“A diferença para os desktops é que, no notebook, o monitor e o teclado estão conectados, o que dificulta o posicionamento do corpo”, disse Carneiro à Folha.

No Brasil, a tendência é a mesma. Em 2010, as vendas de notebooks superaram pela primeira vez as de desktops _foram vendidos mais de 7 milhões de computadores portáteis, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica.

A preferência pelos laptops é impulsionada pela queda nos preços e a facilidade no transporte. Os efeitos já são vistos nas clínicas.

“Recebo muitos pacientes com dores. A maioria dos problemas é de postura. A pessoa deita na cama e quer resolver tudo no laptop: não dá para ficar sem dor”, diz Paulo Randal Pires, presidente do Comitê de Mão da Sbot (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia).

A professora universitária Patrícia Alfredo, 29, já sente o ônus da mudança. Trocou o desktop pelo notebook há seis meses e já convive com dor no pescoço, cotovelo e na cabeça e tensão nos ombros.

“Uso a mesma mesa do desktop e adquiri um suporte. Mas, por mais que eu tente posicionar o computador direito, meu braço nunca fica totalmente correto.” Mesmo assim, ela continua usando o notebook. “A tentação é grande, é muito fácil e carrego para todo lado.”


MENOS TEMPO

Um estudo publicado em fevereiro na revista “Ergonomics” por pesquisadores da Boston University Sargent College, nos EUA, mostrou que usar o notebook por mais de quatro horas por dia já traz riscos de dores e lesões.

“O ideal seria usar esse tipo de computador só para emergências e viagens”, diz Raquel Casarotto, professora de fisioterapia da Faculdade de Medicina da USP.

A pesquisa também avaliou o impacto do uso de cadeiras adequadas, suporte e teclado sem fio na redução de dores de 88 universitários durante três meses. O grupo que usou os acessórios apresentou menos problemas.

Como o monitor do notebook é fixo, não dá para deixá-lo na altura ideal sem a ajuda dos acessórios. No improviso, o usuário força o pescoço para baixo, tensionando ombros e coluna.

Os punhos também ficam mais tensos, porque é mais difícil apoiá-los no laptop. A posição errada altera a circulação sanguínea e afeta a nutrição dos tecidos, o que pode causar inflamações.

O ideal é acoplar um teclado ao aparelho, para melhorar a posição das mãos, e usar um suporte para elevar a tela à altura dos olhos.
A altura das teclas deve permitir que os ombros fiquem relaxados _por isso, o notebook não deve ser usado no colo, na cama ou em mesas altas, como as de jantar.

Quanto menor o aparelho, maiores são os riscos. Teclas pequenas obrigam o usuário a adotar uma postura restrita, comprimindo músculos e gerando tensão em todo o corpo.

“Um amigo se encantou com um notebook superpequeno, do Japão. Em três semanas de uso, desenvolveu uma inflamação dos tendões do cotovelo”, diz Casarotto.

Atenção também aos tablets, que devem ficar apoiados em mesas. Segurá-los causa dores nos punhos e nos dedos. Mesmo na mesa, o pescoço fica curvado para baixo, piorando a postura.

“Ler no tablet não traz riscos, também não é proibido digitar rapidamente. Mas usá-lo sempre para navegação trará problemas, porque o aparelho precisaria ser colocado na vertical, o que é inviável”, diz Casarotto.

A prática de atividades física também ajudam a prevenir e corrigir situações onde a musculatura e articulações devem estar fortalecidas e alongadas para suportar a posição, por isso empresas acrescentam em seus turnos trabalhos de Ginástica Laboral, para ser um facilitador nesta atividade.

Mas neste caso, se sua postura durante a utilização de seu notebook estiver errada, não vai adiantar nada seu fortalecimento e flexibilidade.

Fonte:
folha.uol.com.br

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Treinamento Funcional - Articulação por Articulação


por Michael Boyle

Meu grande amigo, fisioterapeuta Gray Cook, tem o dom de simplificar tópicos complexos.

Sinceramente, eu invejo sua habilidade de, sucintamente pegar uma idéia complicada e fazê-la parecer simples como nunca. Em uma recente conversa sobre os efeitos do treinamento no corpo, Cook produziu uma das mais lúcidas idéias que eu ja ouvi em minha carreira.

Gray e eu estávamos discutindo a respeito dos achados da “Functional Moviment Screen” (as necessidades específicas das articulações e como suas funções se relacionam ao treinamento físico). Uma das grandes virtudes da FMS é que a avaliação nos permite distinguir problemas relacionados com estabilidade, dos problemas relacionados com mobilidade.

Os idéias de Cook eram simples de serem interpretadas e me levaram a concluir que o futuro do treinamento físico deve ser baseado num conhecimento funcional das articulaçõs ao invés de um embasamento voltado para movimento.
 


A análise corporal que Gray realizou foi muito simples e direta ao ponto.

Na sua opinião, o corpo é um montante de articulações. Cada articulação ou série de articulações possui uma função específica dentro do sistema de locomoção, e é esperado que ocorram disfunções. Como resultado, cada articulação tem uma necessidade de treino específica. A imagem acima mostra o corpo dividido por suas articulações e suas necessidades.

A primeira coisa que o leitor deve perceber ao ver a imagem acima é que as articulações simplesmente alternam mobilidade e estabilidade.

O tornozelo precisa de melhor mobilidade enquanto o joelho precisa de melhor estabilidade. Na sequência, é aparente que o quadril necessita de maior mobilidade. E o processo segue cadeia acima, com uma simples e alternada séries de articulações.

Nos últimos 20 anos, nós progredimos de uma antiquada metodologia de treinamento, com base em partes do corpo (tradicional musculação, com todo perdão aos fisiculturistas ou bodybuilders), para uma processo mais inteligente de treinamento baseado em padrões de movimento (treinamento funcional).

De fato, a frase “movimento, e não músculo” esta quase se tornando fora de moda, e francamente, isso é parte do progresso. Eu acredito que os bons profissionais, especialistas em exercício, já desistiram do antiquíssimo método (peito-ombro-tríceps) e seguiu em frente passando a se basear em puxar-empurrar-dominante, de quadril-dominante de joelho.

Curiosamente, hoje acredito que esse processo “movimento, e não músculo” deve dar mais um passo adiante. Eu acredito que lesões tem mais relação direta com as funções articulares, ou mais apropriadamente, com as disfunções articulares. Confuso? Não custa nada esclerecer.

Problemas em uma articulação geralmente surgem como dor na articulação logo acima ou logo abaixo.
A ilustração mais simples é a lombar. Parece ser óbvio, com base nos avanços científicos na última década, que precisamos de estabilidade de tronco. Também é evidente que muitas pessoas sofrem de dores nas costas. A parte interessante esta em cima de teoria por traz das dores na lombar.

Minha teoria do que causa a dor? Perda de mobilidade no quadril. Perda de função da articulação logo abaixo (no caso da lombar, o quadril) que parece afetar a articulação, ou articulações logo acima (coluna lombar).

Em outras palavras, se o quadril não pode se mover, a lombar fará o serviço. O problema é que o quadril foi feito para gerar mobilidade e a lombar para gerar estabilidade. Quando a articulação supostamente mobilizadora perde sua característica, a articulação estabilizadora é acionada para gerar mobilidade compensatória, tornando-se menos instável e subsequentemente desconfortável.

O processo é simples:
  • Perda de mobilidade no tornozelo, presença de dor no joelho.
  • Perda de mobilidade no quadril, presença de dor na lombar.
  • Perda de mobilidade na coluna torácica, presença de dor no pescoço, ombro ou até mesmo lombar.
Essa análise feita através da funcionalidade articular parece fazer muito sentido.

Um tornozelo restrito em mobilidade faz com o estresse da queda depois de um salto se transfira para a articulação logo acima: o joelho.

De fato, acredito que exista uma relação direta entre a rigidez de um tênis de basquete, a quantidade de "tape" e estabilizadores artificiais (braces) com a enorme incidência de síndrome patelo-femural em jogadores de basquete. Nosso desejo em proteger um tornozelo instável tem um custo alto. Nós descobrimos que muitos dos nossos atletas com dores no joelho tem problemas com mobilidade de tornozelo correspondente.

Uma das exceções a regra é o quadril. O quadril pode ser restrito em mobilidade e instável, causando dores no joelho devido a instabilidade (um quadril fragilizado permitira rotação interna e adução do fêmur) ou dores na lombar por restrição em mobilidade.

Agora, como uma articulação pode ser restrita e instável é uma pergunta interessante.

É percebível que fragilidade no quadril, em flexão ou extensão, causa ação compensatória na coluna lombar, enquanto ineficinetes abdutores (ou mais precisamente, prevenção de adução) causa estresse no joelho.

Ativação ineficiente de psoas e ilíaco causará padrões compensatórios de flexão lombar em substituição a flexão de quadril.

Ativação ineficiente de glúteo máximo causará um padrão de extensão compensatória da lombar que tentará substituir a extensão do quadril. Curiosamente, essas compensações alimentam um ciclo vicioso.

A coluna gera mobilidade para compensar a perda de mobilidade e força do quadril. Percebe-se que a perda de força no quadril gera perda de mobilidade, e essa perda de mobilidade gera mobilidade compensatória da coluna.

O resultado final é uma interessante xarada: uma articulação necessita de estabilidade e mobilidade em planos múltiplos..é o que o treinamento funcional faz e resulta...

sábado, 20 de novembro de 2010

Método é garantia de bem-estar durante os 9 meses…

Não resta a menor dúvida. A prática de atividades físicas durante a gestação, desde que moderada, promove diversos benefícios à saúde tanto das futuras mamães quanto dos bebês. A escolha da atividade física pelas gestantes demanda atenção redobrada, uma vez que influencia diretamente na saúde e bem-estar do bebê.

As mulheres que praticam pilates durante os meses de gestação apresentam menos desconforto, fadiga e falta de ar. O método pode promover boa postura, ajudar na mecânica corporal, diminuir a dor, principalmente na região lombar da coluna, e o risco de incontinência urinária, promover bem-estar para a mãe e o bebê e minimizar o risco de perda óssea.

A combinação dos exercícios é adaptada de acordo com as limitações e o perfil de cada pessoa.

Os professores são orientados a dar uma atenção especial aos movimentos que envolvem os músculos do assoalho pélvico, que durante esse período ficam bem mais sensíveis e propensos à fraqueza que não podem deixar de ser trabalhados, uma vez que desempenham importante papel durante o parto natural e também no processo de recuperação da gestante.

A aula

Os exercícios buscam a interação entre o corpo e a mente (pois o Pilates exige concentração). Os de relaxamento e consciência corporal, por exemplo, preparam a grávida para o momento do parto e têm por objetivo estreitar a relação da mãe com o bebê.

Os exercícios, de forma geral, fortalecem a região abdominal, os músculos da coluna e o assoalho pélvico. Portanto, ajudam no equilíbrio muscular e postural, além de diminuir as dores lombares e melhorar o apoio para o útero.

Outra opção são os exercícios para as pernas, pés e tornozelos, que diminuem edemas e câimbras. A posição de quatro apoios é uma ótima alternativa, já que minimiza o estresse sobre os vasos dos membros inferiores. As aulas de pilates têm duração de uma hora e o ideal é que sejam feitas, pelo menos, duas vezes por semana.

A pratica pode ser mantida até poucos dias antes do parto, dependendo das condições físicas de cada uma. Porém, em casos de descolamento prematuro da placenta, sangramentos constantes e doenças cardíacas a atividade não é recomendada.

http://www.herniadedisco.com.br/noticias/pilates-na-gravidez-traz-beneficios-ao-bebe
fonte: minha vida

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PILATES DEPOIS DOS 40!

Inspire-se com a entrevista!
 
Idade:
40 anos

Profissão:
Comerciante

O que te motivou a praticar Pilates?
Curiosidade pelo método e interesse em praticá-lo

Você tinha alguma queixa (física e/ou psicológica) antes de começar a praticar e que poderia atribuir ao Pilates uma melhora significativa?!
Dor lombar e algumas dores ocasionais. O pilates ajuda a amenizar estas dores,chegando a praticamente não sentir mais dor depois de alguns movimentos mais intensos no dia-dia.

Há quanto tempo pratica Pilates? O que e como mudou a sua vida?
Há 9 meses. Mudou minha relação com o corpo, a postura, descobri que o abdomen é realmente um elemento importante de força e que posso usa-lo constantemente e de como isso contribui para o meu bem-estar.

A quem você recomendaria a prática de Pilates? Por que?
A quem procura mais um bem-estar físico e psicológico, que utilize um método menos intenso que os convencionais (como academia,por exemplo) que combine equilíbrio e força.

As aulas são realizadas com os aparelhos, somente solo ou ambos?
Em ambos

Pratica alguma outra atividade física além do Pilates? Qual e com qual frequencia?
Apenas caminhadas 2 vezes por dia,levando meus cães para passear,aproximadamente 20 min em cada saída.

Que outras melhorias ocorreram na sua vida que poderia atribuir a prática do Pilates?
Melhorou a postura, adquiri alguns contornos, o físico está mais forte, respiração e concentração melhoram. Tudo isso contribui para um equilibrio físico e emocional.

Que hábitos saudáveis passou a adotar após contato frenquente com a prática do Pilates?
Fazer esforços sem forçar a coluna utilizando muito o abdomen e trabalho de respiração.

Para você, PRATICAR PILATES É…?

UM GRANDE PRAZER!!!!

Fonte: Revista Pilates