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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Treino com Peso Corporal

Queridos,


Como prometido, mais um treino, agora sem necessidade de usar acessórios, só o mais importante: VOCÊ MESMO!


Lembrem-se, sobretudo, da importância do AQUECIMENTO, que pode ser o que vocês lembrarem do que fazemos no Quintal, ok?


Treino:


4 rounds de:

400 m de corrida
20 Air Squat


Só....prontinho, basta postarem uma "fotinha" de vocês, "esbaforidos" enquanto fazem o Air Squat ou a corridinha.





quinta-feira, 12 de abril de 2012

Aquecimento - o que é?

Caros amigos e alunos,

Muitas pessoas questionam o conceito de Aquecimento, para que ele serve e como deve ser feito.

Podemos dizer que o aquecer, não trata somente de preparar músculos e articulações, trata-se também de preparar a mente para uma determinada tarefa.

Esta preparação do corpo e da mente, pode ser feita por meio de diferentes atividades, incluindo os jogos, que podem tornar esta fração do treino uma atividade alegre, descontraída e que agrega.

Aquecer é elevar a temperatura corporal causando mudanças no metabolismo, assim deixa o corpo atento para outras mudanças importantes que ocorrerão às articulações, músculos, tendões, ligamentos, coração, pulmões e rins. Aquecer quer dizer, preparar-se física e mentalmente, como dito anteriormente, pode acontecer de várias maneiras, pode ser divertido, pode ser específíco.

São atividades que podem exigir, controle, concentração, equilibrio, cooperação, entrega, presença de espírito, alegria, força, agilidade, potência...e por aí vai.

Há muitos anos atrás ministramos aulas para jovens atores do HSM BRASIL (High School Musical BRasil) veajm como foi divertido aquecer!


 

ABRAÇOS E BOM TREINO, AQUEÇA, SIM?












segunda-feira, 13 de junho de 2011

Os benefícios da Prancha de Molas

 


Os benefícios da Prancha de Molas 

Imagem: Site Metalife Pilates

A prancha de molas é um equipamento bastante versátil e que oferece várias opções de exercícios – inclusive os clássicos do Cadillac e do Wall Unit. Por ser um aparelho compacto (ela é presa à parede por parafusos e não utiliza espaço no chão) é ideal para estúdios pequenos e até mesmo para ser instalada em casa.

Ela é composta por dois pares de molas, alças de mãos e coxas, e barra “Roll Down”.

A maioria dos objetivos deste aparelho se concentram no alongamento, na articulação e na estabilização da coluna vertebral, proporcionando um trabalho corporal completo – destacando-se especialmente por proporcionar exercícios para os membros inferiores e superiores.

Os movimentos podem ser realizados em várias posturas, melhorando o alongamento, o fortalecimento, o equilíbrio, a coordenação e a força muscular. Além disso, os exercícios realizados em pé na prancha de molas poderão auxiliar na correção postural e na mecânica da marcha.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O Mito do alongamento!!

29-12-2010 - Estudo randomizado pragmático sobre o alongamento antes e após a atividade física para prevenir lesão e dor.

 
Jamtvedt G, Herbert RD, Flottorp S, Odgaard-Jensen J, Håvelsrud K, Barratt A, Mathieu E, Burls A, Oxman AD. A pragmatic randomised trial of stretching before and after physical activity to prevent injury and soreness. Br J Sports Med. 2010 Nov;44(14):1002-9. Epub 2009 Jun 11.

Objetivo: Determinar os efeitos do alongamento antes e após a atividade física sobre os riscos de lesão e dor em uma população da comunidade.

Desenho: Estudo randomizado pragmático na internet, conduzido entre janeiro de 2008 e janeiro de 2009.
Local: Internacional.

Participantes: Um total de 2.377 adultos que praticavam atividade física regularmente.

Intervenções: Os participantes do grupo com alongamento foram orientados a realizar alongamentos estáticos com 30 segundos de duração em 7 grupos musculares do membro e do tronco, antes e após a atividade física, durante 12 semanas. Os participantes do grupo controle foram orientados a não realizar alongamento.

Principais desfechos medidos: Os participantes forneceram relatos semanais dos desfechos, via internet, durante 12 semanas. Os desfechos primários foram qualquer lesão do membro inferior ou da coluna e dor incômoda nas pernas, nádegas e coluna. A lesão de músculos, ligamentos e tendões foi um desfecho secundário.

Resultados: O alongamento não produziu reduções clinicamente importantes ou estatisticamente significativas sobre o risco geral de lesão (RR = 0,97, IC 95% 0,84 a 1,13), mas reduziu o risco de dor incômoda (o risco médio de dor incômoda em uma semana foi de 24,6% no grupo com alongamento e 32,3% no grupo controle; RR = 0,69, IC 95% 0,59 a 0,82). O alongamento reduziu o risco de lesões em músculos, ligamentos e tendões (taxa de incidência de 0,66 lesões por pessoas-anos no grupo com alongamento e 0,88 lesões por pessoas-anos no grupo controle; RR = 0,75, IC 95% 0,59 a 0,96).

Conclusão: O alongamento antes e após a atividade física não reduz apreciavelmente o risco global de lesão, mas, provavelmente, reduz o risco de algumas lesões, bem como o risco de dor incômoda.




Comentários

Dr. Lúcio Honório de Carvalho Júnior
Doutor em ortopedia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e professor adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais (UFMG).


Os estudos clínicos randomizados e duplo cegos são, do ponto de vista científico, aqueles que possuem maior nível de evidência quanto à segurança de seus resultados.

Exercícios de alongamento de grupos musculares, antes ou depois de atividades físicas são foco de controvérsia há muito tempo1,2. A falta de flexibilidade em alguns grupos musculares muda de forma inequívoca o funcionamento das articulações relacionadas com estes3. A despeito desses conhecimentos, o benefício do exercício de alongamento imediatamente antes ou depois do exercício carece de subsídio científico para a sua aplicação4.

O trabalho de Jamtvedt et al esclarece alguns aspectos, mas tem limitações metodológicas. A informação dada diretamente pelo paciente pode não refletir a real existência de dano, visto que não foi realizado qualquer diagnóstico do evento. Dor por si só não é diagnóstico, e considerá-la um dos desfechos pode ser fonte de inúmeras incorreções.

Apesar desses questionamentos, o grande número de pacientes (2.377) e o seguimento relativamente longo (12 semanas) tornam o estudo interessante, por ter encontrado diminuição significativa no número de lesões musculares, ligamentares e tendinosas (risco relativo de 0,75) e diminuição no risco de dor incômoda (risco relativo de 0,69). Os achados devem ser avaliados, considerando as limitações metodológicas.



Referência

1. New Study Links Stretching with Higher Injury Rates, Running Research News, Vol. 10(3), pp. 5-6, 1994.
2. Viscoelastic Response to Repeated Static Stretching in the Human Hamstring Muscle, Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports, Vol. 5, pp. 342-347, 1995.
3. Physiology of Range of Motion in Human Joints: A Critical Review, Critical Reviews in Physical and Rehabilitative Medicine, Vol. 6, pp. 131-160, 1994.
4. Should Static Stretching Be Used During a Warm-Up for Strength and Power Activities? Strength and Conditioning Journal, Vol. 24(6), pp. 33-37, 2002.


RETIRADO DO SITE http://www.medicalservices.com.br/atualizacao/literatura_comentada/exibe.php?id=466&topo=

sábado, 4 de dezembro de 2010

Movimento Próprio

De acordo com Alexander Lowen, um dos autores pioneiros na área da bioenergética, em seu livro intitulado 'The Pleasure', (o prazer), a palavra movimento deriva-se da palavra emoção, no inglês, emotion and motion.

Assim sendo, para uma melhor percepção das emoções ,fica mais fácil quando acontece também a percepção dos movimentos; cinestesia. Do Latim: cine= movimento e estesia= percepção.

Da mesma maneira é importante lembrar que nosso esqueleto articulado é capaz de realizar aproximadamente até dois mil movimentos através de suas várias combinações de junturas ósseas e fibro-cartilagenosas, as articulações que não as utilizamos, nem mesmo em situações de atividade normal, mais do que dez por cento disto.

O motivo? É porque mesmo em situações de intensa atividade, nossa dinâmica corporal acontece de modo muito repetitivo e previsível. Por exemplo: ao examinarmos as atividades de vida diária (AVDs) de uma pessoa ativa, verificamos se tratar dos mesmos movimentos repetidos diariamente. Coisas simples como trocar de roupa, tomar banho, sentar-se às refeições, para trabalhar, dirigir e diga-se de passagem passamos a maior parte do tempo sentados. Tudo acontece em um mesmo nível de amplitude de movimento articular e muscular (ADM), o que faz com que tenhamos uma perda significativa em vários aspectos corporais, físicos e mentais, que serão tratados individualmente em outros capítulos(outros posts).

Até mesmo um atleta, repete continuamente seus movimentos, em qualquer modalidade desportiva. A prova disso são as constantes lesões por esforço repetitivo (LER). Do ponto de vista biomecânico os movimentos de um atleta são previsíveis, pois não há como fugir disso.

Ou por outra, as amplitudes de movimento são as mesmas de modo a estabelecer um limite muito aquém das reais capacidades de nossa mobilidade total, resultando em última análise, em prejuízo de nossa saúde física e mental.
Cada um de nós traz consigo um "Movimento Próprio" que ao longo do tempo vai sendo esquecido com a rotina do dia a dia. Mas é fundamental para nosso equilíbrio interno e mental, pois trata-se de nossa assinatura corporal no espaço físico.

Somos seres sensórios motores, ou seja, temos os sentidos de sentir e de nos movimentar, graças aos sentidos sensoriais (visão,paladar, tato, audição e olfação) e extra sensoriais como o equilíbrio e a cinestesia, por exemplo.

Até certa idade, não há problema algum neste fato, pois a taxa de regeneração tecidual é bastante rápida e eficiente, mas após certo tempo, que eu costumo carinhosamente chamar de "tempo de garantia", até 35 anos de idade em média, a coisa começa a se apresentar de outra maneira.

Primeiro é pelo fato de que a velocidade de regeneração dos tecidos é mais lenta, principalmente do tecido conjuntivo, que forma todas as estruturas ligadas ao movimento (ossos, ligamentos, tendões, músculos, fáscias, etc). Em média, a regeneração deste, dá-se entre três a seis meses, fato que é desprezado pela maioria das pessoas, exatamente porque quando se está na 'garantia' a reparação é aparentemente mais rápida e os limiares de dor são mais toleráveis.

Onde há movimento não há dor, onde há dor não há movimento!

Importante lembrar que a regeneração tecidual se dá em todas as fases da vida, todas, pois carregamos dentro de nós, células dormentes do tecido conjuntivo embrionário, ou seja, as tão famosas células tronco.

Estas células são capazes de se transformar em qualquer tipo de tecido quando solicitadas, pois possuem três diferenciais básicos: fibras colágenas, fibras elásticas e substancia fundamental amorfa.

A primeira dá firmeza,"cola", a segunda dá flexibilidade e a terceira é a propriedade de se adaptar a qualquer forma, uma vez que não possui forma definida. Daí o termo células tronco, pois é do tronco que se originam os galhos, metaforicamente falando. Isto é o que diferencia o tecido conjuntivo dos demais tecidos do corpo.

De acordo com os autores Gardner e Osbourne: 'sem o tecido conjuntivo não passaríamos de protoplasmas tremulantes'. É ele quem nos da forma, firmeza, elasticidade e por sua vez tudo o que está relacionado a estes.

 Faz-se, portanto, fundamental a importância de uma prática que contemple também o estímulo das propriedades conjuntivas do corpo.

As mais conhecidas são os alongamentos nas suas mais diversas modalidades, yoga, tai-chi, eutônia, biodança, pilates entre outras. Mas quando se fala em alongamento é muito comum ouvir de pronto: ' eu faço alongamento' ou 'eu me alongo sempre'!

Quero conduzir aqui o assunto para o tema biomecânico, ou seja, entendermos que o movimento corporal é algo extremamente maravilhoso. Pode parecer eufemismo, mas experimente ficar algumas horas sem se movimentar, apenas parte de um membro!
Por Fábio Freitas